domingo, 23 de setembro de 2012
potagem teste
Por que é que você gosta de complicar tanto as coisas? É tão simples, Robin. Me diz o que você quer, só isso.” “O problema é que eu não sei o que eu quero. Quer dizer, no fundo, eu até sei. Mas não é simples assim, não é como se fosse só uma decisão boba. Stubb, você não entende.” “Entenderia, se você explicasse. Fala sério, Robin. Você acha mesmo que eu não sei das coisas? Eu sei de tudo, eu sempre sei de tudo.” “Esse é o teu mal, tu não sabe nem um terço das coisas e sempre acha que sabe de tudo. Você não sabe das coisas que se passam comigo, Stubb. Você só vê o que eu quero que você veja. Mas comigo não é assim. Eu sei ler todas as tuas entrelinhas, eu sei ouvir tudo aquilo que você não diz. E é por isso que eu complico tudo, ou por isso que é tudo complicado.” “Eu conheço você, Robin. Você é aquele tipo de garota que suspira três vezes antes de tomar uma decisão. Pra fazer algum sentido, eu deveria ter medo de me envolver. Mas não sou eu, é você. Você tem medo do que tu sente engolir você, porque você também é daquele tipo que tem medo de precisar demais. Quando você vê que a gente tem conserto, você decide bagunçar tudo. Você decide se afastar porque você não quer algo concreto. Você quer alguma coisa mas você não quer.” “Você não pode falar absolutamente nada de mim, Stubb. Se eu tenho tanto medo de precisar assim, é porque você faz por onde. Eu tenho medo que a sua bagunça me faça ser tão desarrumada quanto você. Não é como se você fosse uma bagunça que desse pra arrumar. Não é como se você fosse uma roupa espalhada no chão. É como se esse fosse teu jeito mesmo, como se você precisasse se bagunçar pra ser quem tu é. É só… É complicado, Stubb.” “Não é complicado. Você é complicada, você é difícil, infantil, mimada e complicada de novo. Tu consegue transformar uma solução em problema. Eu sou perdido, eu sou complicado.” “É por isso que a gente não dá certo. Porque você só precisa se encontrar, só precisa se achar. Mas eu sou assim, Stubb. E eu não me surpreenderia se você desistisse. Porque eu quero que você desista, mas eu quero continuar. ” “Tá vendo? Eu sei que eu sou um problema, Robin. Mas na maioria das vezes tu é minha solução, sabe disso. Mas você é um problema sem solução. Você é algo que não tem resultado. E eu não sei largar de mão essas tuas complicações, porque acho que se eu perder você… Eu não me encontro mais. Tu é tipo o meu mapa, mesmo sendo o mapa mais difícil de se ler. Você é certa pra alguém, Robin. Mas você é errada pra mim. E eu sempre gostei disso em você. Você é tão errada quanto eu. A gente não dá certo por isso. Mas você não gosta das coisas fáceis, e eu não gosto das coisas certas. Então, no fundo, a gente é certo mesmo sendo errado.
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